Para os que não conhecem a palavra, sugiro que consultem esse link com a definição, para melhor compreensão do texto e posterior raciocínio sobre as idéias aqui apresentadas.
Agora que já nivelamos um pouco, a idéia é fazer o processo inverso ao descrito no título. Só o fato de nos pegarmos pensando se algo se tornou banal ou não, já nos ajuda a analisar e emitirmos nossos pensamentos sobre.
O povo brasileiro, desde sempre, foi conhecido como um povo pacato e que consegue encontrar forças para rir, até mesmo nos momentos mais adversos. A alegria do nosso povo, fica evidente no humor mostrado na TV. Existem hoje, humoristas dos mais variados estilos e gostos. Se você comparar o humor produzido aqui, verá que existem muitas diferenças com o que é feito lá fora. Não entendam como crítica negativa, afinal, a diferença é pra melhor. Mesmo em produções menores, fica evidente a versatilidade destes artistas.
O humor, como uma forma de arte, muitas vezes critica a nossa sociedade. O que é bom, ou pelo menos deveria ser, afinal de contas, infelizmente, muitos vêem essas críticas e ficam apenas com a parte boa, que são as risadas. A crítica em si, acaba se perdendo. Os inúmeros quadros de humor martelando o assunto da hora, ajuda a banalizar, mas quem realmente torna esse processo um realidade, somos nós. Note que não estou sendo contra o humor, estou apenas sugerindo que não as deixemos passar em branco.
É importante ressaltar que rebeldia em excesso é ruim, na verdade qualquer coisa em excesso é ruim. Acabamos de ver essa semana, que mesmo com os violentos protestos na França, a mudança da idade mínima para aposentadoria foi modificada. A nossa vizinha, Argentina, também possui inúmeros protestos e esse excesso gerou banalização, os políticos simplesmente fazem o que julgam necessário, ainda que seja contra o que a sociedade quer/espera.
Parece uma tarefa difícil questionar ou debater sobre problemas cotidianos, mas não é. Não nascemos com uma aptidão específica para esse tipo de coisa, é um exercício diário.
Lembre-se, a banalização (do sexo, violência, drogas, corrupção ou qualquer outra coisa) começa na sua cabeça.

